Baghdatis sobrevive em Zagreb

Terminado o primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open, regressam os torneios de menor dimensão do circuito ATP. Esta semana decorre o ATP 250 de Zagreb que se disputa em piso duro. O destaque da jornada de hoje recaiu sobre o encontro entre Marcus Baghdatis e Lukas Rosol. Depois de partido quatro raquetes na Austrália no encontro frente a Wawrinka, o cipriota não começou da melhor maneira o encontro, permitindo que o checo assegurasse o primeiro parcial por 4-6. Apesar disso o mais cotado Baghdatis conseguiu reagir e a muito custo conseguiu uma suada vitória pelos parciais de 4-6 6-3 e 6-3.

Também no dia de hoje Jurgen Melzer, que disputou a fase de qualificação, entrou a vencer no quadro principal. A defrontar o parceiro de pares Phillipp Petzschner, o austríaco não sentiu grandes dificuldades para derrotar o alemão pelos parciais de 6-1 6-3.

Restantes resultados do dia:

Alex Bogomolov Jr derrotou Dino Marcan por 6-3 6-1
Mikhail Youzhny derrotou Sergiy Stakhosvky por 6-4 7-6(4)
Ivo Karlovic derrotou Blaz Kavcic por 7-6(2) 6-3
Michael Berrer derrotou Marco Chiudinelli por 7-6(3) 6-1
Lukasz Kubot derrotou Matteo Viola por 6-2 6-1

Favoritos vencem em Montpellier

Também já decorre o torneio ATP 250 de Montpellier que, tal como o torneio de Zagreb, é também em piso duro. Na jornada de hoje o experiente francês wildcard Paul-Henri Mathieu enfrentou e derrotou a jovem promessa alemã Cedrik-Marcel Stebe. O jovem alemão não conseguiu confirmar algum favoritismo que possuía. Mathieu aproveitou o factor casa para sair vencedor em duas partidas pelos parciais de 6-4 e 6-4.

Jarkko Nimenimen teve que trabalhar bastante para seguir em frente no torneio. O oitavo cabeça-de-série foi forçado a disputar três partidas perante o luso-descendente Maxime Teixeira, provindo da qualificação. Num encontro sempre bastante equilibrado, o finlandês fez uso à experiência para vencer por 6-3 4-6 e 6-3.

Restantes resultados do dia:

Philipp Kohlschreiber derrotou Olivier Rochus por 6-1 6-4
Nicolas Mahut derrotou Albert Ramos por 6-3 6-2
Edouard Roger-Vasselin derrotou Roberto Bautista-Agut por 7-5 6-2
Feliciano Lopez derrotou Igor Kunitsyn por 6-4 7-6(7)
Michael Russel derrotou Adrian Mannarino por 6-3 7-5
Flavio Cipolla derrotou Marc Gicquel por 1-6 6-4 7-5.

Frederico Gil estreia-se a vencer



O número dois nacional e 99º no ranking mundial conseguiu uma suada vitória perante o italiano Paolo Lorenzi (106º) ao fim de quase 2 horas e meia de encontro. Frederico Gil apresentou uma exibição irregular mas foi superior nos momentos decisivos.

Apesar de se especular que o italiano Lorenzi não iria conseguir estar presente a tempo no ATP Viña del Mar, o encontro foi propositadamente agendado para terça-feira para o italiano poder realizar o seu encontro. Mas, ainda assim, Lorenzi acusou a fadiga no terceiro parcial.

Sabendo que teria que encurtar a duração dos pontos, Lorenzi entrou muito forte e rapidamente conseguiu o break e adiantar-se para 2-1. Só que na altura de confirmar o mesmo, Gil conseguiu recuperar e entrar finalmente em jogo, igualando a 2-2.

O encontro tornou-se mais intenso a partir deste momento, mas Frederico Gil mostrou sempre maior facilidade em fechar os seus jogos de serviço e colocou maior pressão nos jogos de serviço de Lorenzi. Esta pressão resultou numa quebra de serviço a favor do luso que a aproveitou para vencer o primeiro parcial por 6-3.

Mas o início da segunda partida foi bastante semelhante ao do primeiro parcial. Paolo Lorenzi voltou a quebrar o serviço do sintrense mas novamente o português recuperou e igualou a 2. De seguida existiu mais uma troca de breaks até ambos segurarem os seus serviços. A servir a 5-6, Gil sucumbiu à pressão do momento e permitiu que Lorenzi vencesse o set por 7-5.

Mas na derradeira partida do encontro o italiano acusou muito a fadiga do Challenger de Bucamaranga na semana passada e Frederico Gil soube aproveitar isso mesmo, aumentando inclusive a percentagem de primeiros serviços. Tudo correu a favor do luso que acabou pro vencer por 6-3 5-7 6-1.

Na segunda ronda do ATP 250 de Viña del Mar o número 99 do ranking mundial irá defrontar o quarto cabeça-de-série, o espanhol Pablo Andújar. Apesar de ser um atleta mais cotado, o luso vence em confronto direto por 3-2. Sendo que nas duas vezes que se defrontaram em torneios ATP, Gil levou a melhor.

João Sousa eliminado em Kazan



O atleta vimaranense não conseguiu superiorizar-se esta tarde e sucumbiu perante um mais cotado checo Jan Hajek (número 145 do ranking mundial) ao fim de pouco mais de uma hora de encontro e duas partidas no Challenger de Kazan.

Com o sorteio a ditar que o número quatro nacional defrontasse o quinto cabeça-de-série do torneio russo, João Sousa não conseguiu atuar ao seu melhor nível. O português entrou mal no encontro, sofrendo o break e estando logo em desvantagem de 0-3. O luso conseguiu encontrar o seu jogo, especialmente o seu serviço, e manteve-o até ao final do set, mas sem nunca conseguir quebrar o adversário, perdendo o primeiro parcial por 3-6.

A segunda partida voltou a não começar da melhor maneira para João Sousa. Jan Hajek mostrou-se novamente deveras superior perante o português que não conseguiu colocar a sua melhor direita em ação. Tudo isto levou à vitória final do checo por 6-3 6-4.

Assim sendo João Sousa está eliminado do Challenger de Kazan. Para além da derrota na jornada de hoje em singulares, o número quatro nacional já tinha cedido em pares junto de Arnau-Brugues Davi pelos parciais de 4-6 3-6.

Del Potro volta ao Estoril Open


O argentino Juan Martin Del Potro foi esta tarde anunciado como o primeiro grande nome do Estoril Open 2012, que será realizado nos courts do complexo do Jamor, nos arredores de Lisboa, entre os dias 28 de abril e 6 de maio.

Actual campeão em título, o gigante argentino de apenas vinte e três anos regressa ao Jamor com o objectivo de revalidar o título (e ser, consecutivamente, o terceiro jogador a vencer por duas vezes consecutivas o torneio, depois de Thomas Muster em 1995 e 1996 e Albert Montanes em 2009 e 2010) e de se preparar da melhor forma para o segundo Grand Slam da temporada, que disputará depois de entrar em campo no Jamor, em Madrid e em Roma.

Vencedor de nove títulos profissionais (incluindo o US Open de 2009, onde derrotou na final o suíço Roger Federer), Juan Martin Del Potro mostrou-se bastante satisfeito por regressar a Portugal: "Estou radiante por ter a oportunidade de defender o meu título de campeão no Estoril Open, um torneio do qual guardo as melhores memórias, não só pela vitória, mas acima de tudo por ter sido em Portugal que recuperei em definitivo a confiança depois da grave lesão no pulso direito."

Já João Lagos, o director do torneio, aproveitou para demonstrar toda a sua satisfação com o regresso do originário de Tandil: "É sempre um prazer receber de novo um campeão do Estoril Open, para mais quando vem com a disposição de defender o seu título, como é o caso do Juan Martin del Potro, o primeiro dos cabeças-de-cartaz anunciado para este ano, e numa altura em que já garantiu o regresso ao seu lugar mais do que merecido no top 10 mundial. Em 2011 os adeptos portugueses tiveram a oportunidade de assistir ao regresso em definitivo à sua melhor forma em pleno Jamor, especialmente no épico duelo com o nosso Pedro Sousa, o único a “roubar” um set ao argentino, e Robin Soderling, culminando numa exibição estrondosa na final diante de Fernando Verdasco. Este ano, estou certo, Juan Martin del Potro surgirá ainda mais forte depois de um começo de temporada fulgurante e que certamente continuará em crescendo até à data do Estoril Open."

USA sem Bryan e Roddick, Suíça com Federer

A cerca de duas semanas do começo da Taça Davis 2012, os Estados Unidos da América e a Suíça - que protagonizarão um dos oito jogos dos oitavos-de-final da prova - começam a preparar tudo para se exibirem ao melhor nível no Forum Fribourg, na Suíça.

Sem poder contar com Andy Roddick (que sofreu uma distensão muscular durante o Australian Open), Sam Querrey (eventual substituto do primeiro, mas que continua com bastantes problemas no joelho) e Bob Bryan - que se prepara para ser pai a qualquer momento - o seleccionador Jim Courier escalou Mike Bryan, Mardy Fish, John Isner e o jovem Ryan Harrison, de apenas dezanove anos, para a deslocação aos alpes.

Quanto à dupla de pares, considerada por muitos a melhor de sempre quando composta pelos irmãos gémeos Bob e Mike Bryan, Mardy fish será o parceiro do mais novo dos irmãos.

A eliminatória será disputada em terra batida coberta pois, apesar de Roger Federer e Stanislas Wawrinka preferirem o piso rápido, os elementos da equipa suíça chegaram à conclusão de que este será o piso que afectará mais o estilo de jogo dos adversários, ao que se junta o facto de Roger Federer ser um excelente jogador em todos os pisos.

Quanto à equipa da casa, contará com Roger Federer (como já confirmado pelo próprio, que regressa aos oitavos-de-final pela primeira vez desde 2004, ano em que pela última vez optou por disputar o começo da competição), Stanislas Wawrinka (vigésimo segundo colocado no ranking) e Marco Chiudinelli, 199º colocado, ficando por preencher a quarta e última vaga.

Tecau e Mattek-Sands campeões

O romeno Horia Tecau e a norte-americana Bethanie Mattek-Sands, oitavos cabeças de série no quadro principal de pares mistos do Australian Open 2012, derrotaram neste sábado o indiano Leander Paes e a russa Elena Vesnina (quintos pré-designados) e garantiram assim o primeiro troféu para a dupla.

Depois de se estrearem no torneio precisamente há dois anos, Tecau e Mattek-Sands (que este ano marcou presença no Estoril Open) caminharam rumo à final durante quase duas semanas, alcançando assim o seu primeiro título graças à reviravolta por 3/6 7/5 e 10-3. Quanto ao romeno, já havia alcançado a final em Wimbledon nas duas últimas temporadas, com o sueco Robert Lindstedt.

Leander Paes sai então de Melbourne com o vice-campeonato em pares mistos e o título em pares masculinos, ao lado do checo Radek Stepanek, onde conseguiu completar o Grand Slam de carreira.

Novak Djokovic vence final histórica

A centésima edição do Australian Open deu-se hoje por terminada. Uma edição repleta de emoção e de excelentes momentos de ténis proporcionados pelos melhores jogadores do mundo.

O claro destaque de hoje foi a final masculina e, diga-se, que final. O número um mundial, Novak Djokovic, frente ao número dois mundial, Rafael Nadal. Os dois jogadores acumulavam já bastante desgaste de jogos muito intensos nas rondas anteriores, mas não foi por aí que deixou de haver espetáculo.

Depois de quase 5 horas para conseguir derrotar Andy Murray nas meias-finais da competição, o sérvio Novak Djokovic partia ainda assim favorito para o encontro, visto que consegue lidar e contrariar muito bem com o top spin que Rafael Nadal coloca. Mas a combatividade do espanhol levou a um espetáculo de quase 6 horas, com os dois atletas a parecerem, por vezes, sobre-humanos e atingirem os seus limites.

Talvez devido ao favoritismo que sentia e graças à necessidade em conseguir vencer rapidamente devido à fadiga, Novak Djokovic entrou bastante tenso no encontro, falhando bolas teoricamente fáceis e cometendo vários erros não forçados. Apesar disso conseguia forçar Nadal deslocar-se no fundo do court, mas o espanhol continuou a lutar e conseguiu o break, adiantando-se para 4-3.

A servir para confirmar o break conseguido anteriormente, Rafael Nadal claudicou e permitiu que Novak Djokovic recuperasse e conseguisse fazer o 4 igual. Mas o sérvio continuou a cometer erros fáceis em momentos decisivos e permitiu que Nadal voltasse a conseguir fazer o break e adiantar-se para 6-5. A servir para o primeiro parcial, Nadal salvou break points e acabou por conseguir fechar e vencer por 7-5.

Desejando sempre um encontro rápido, Novak Djokovic conseguiu aliviar um pouco a pressão na segunda partida, começando a mostrar as fantásticas acelerações a que já nos habituou. O sérvio parecia imparável rumo à conquista do segundo set, adiantando-se até 5-2 com tremenda facilidade, sem que Nadal conseguisse contrariar as armas de Djokovic.

Mas como já nos mostrou por diversas ocasiões, Rafael Nadal não se dá por vencido e conseguiu recuperar de uma maneira fantástica o break de atraso mas, a 4-5 e quando servia para igualar o parcial, incrivelmente o espanhol cedeu novamente um break e, consequentemente, o set, com uma dupla falta.

Depois de perder o segundo parcial de uma maneira muito 'dura' psicologicamente, Rafael Nadal baixou novamente os seus índices, permitindo a Novak Djokovic impor o seu jogo com facilidade. A terceira partida acabou mesmo por ser a menos intensa de todas, na qual o espanhol praticamente abdicou da vitória na mesma. O número um mundial aproveitou e venceu por 6-2.

O equilíbrio regressou no quarto parcial. Apesar de Novak Djokovic continuar a controlar os pontos com a sua consistente agressividade, Rafael Nadal fez questão de entregar menos pontos ao sérvio, tentando prolongar ao máximo os mesmo, de forma a desgastar Djokovic. 

Com uma excelente percentagem de primeiros serviços colocados, Rafael Nadal conseguiu manter o jogo empatado até ao 4-4. Aí, Djokovic forçou a tentativa de break e rapidamente teve ao seu dispor três pontos de break. Mas a garra e o espírito de combatividade de Nadal voltou a ser visível, com o espanhol a conseguir ganhar 5 pontos seguidos e fechar o seu jogo de serviço.

Depois desta grande recuperação e de um grande festejo de alívio do espanhol, Rafael Nadal, a chuva fez-se sentir no Rod Laver Arena e o teto amovível, que já estava semi-fechado, teve que ser fechado completamente, sendo que o campo foi também seco.

De seguida e quando os jogadores regressaram ao campo, tanto Djokovic como Nadal seguraram os seus jogos de serviço levando o encontro ao tie-break. Nesse mesmo tie-break foi notória a necessidade de Djokovic em vencê-lo e o sérvio até se adiantou no marcador, mas Rafael Nadal conseguiu ser mais agressivo e conquistar o quarto set no tie-break por 7-5.

Já com quase cinco horas e ainda nem tinhas iniciado a quinta partida, o duelo entre estes dois grandes jogadores tornou-se ainda mais físico, com Djokovic a ameaçar por diversas vezes a presença de cãibras. Nadal parecia melhor fisicamente e confirmou isso mesmo quando conseguiu fazer o break no serviço do sérvio e adiantar-se para 4-2.

Só que Novak Djokovic aumentou a agressividade nas suas bolas para compensar uma deslocação de pernas mais deficientes e conseguiu continuar a desgastar o espanhol e, incrivelmente, 'renasceu das cinzas' e recuperou o break de atraso e segurou o seu serviço, empatando a 4.

Rafael Nadal também já começava a acusar a fadiga de praticamente 6 horas de encontro e deixou de conseguir colocar tantos primeiros serviços e de ser tão agressivo. O espanhol pagou bem caro e sofreu o break, deixando o sérvio a servir para o encontro a 6-5.

Quando Nadal parecia já não ter qualquer tipo de forças para reagir, foi capaz de lutar bastante no jogo de serviço do sérvio e dispôs até de um break point, que não concretizou. Novak Djokovic conseguiu dar a voltar ao jogo e acabou mesmo por confirmar uma fantástica vitória ao fim de quase 6 horas pelos parciais de 5-76-4 6-2 6-7(5) 6-4.

Esta foi a final mais longa de sempre num Grand Slam desde que existe a Era Open, para além de este ter sido o encontro mais longo que já alguma vez existiu no Australian Open. Vários recordes foram batidos, mas o campeão Novak Djokovic no final fez questão de referir que "fomos nós os dois que fizemos história".

Gastão cede em dura batalha



O jovem número três nacional cedeu neste final de tarde num jogo muito duro perante o experiente Ivan Navarro, atual número 189 do ranking mundial. Apesar de ser sétimo cabeça-de-série da qualificação do ATP Viña Del Mar, Gastão acabou derrotado.

Depois de uma exibição menos conseguida em Bucamaranga, o jovem Gastão Elias lutou bastante perante o espanhol Ivan Navarro. A servir muito melhor que o luso, Navarro acabou com alguma naturalidade por vencer o primeiro parcial por 6-3.

O segundo set decorria com os dois jogadores a segurarem os seus serviços, mas com Elias a colocar menos de 50% de primeiros serviços e a ter que trabalhar muito mais para os vencer. Mas, incrivelmente, o luso desperdiçou 6 break points.

Mas, quando tudo parecia que Navarro iria acabar por fazer o break e vencer, o atleta português conseguiu ganhar o jogo do serviço do espanhol e, de seguida, não tremeu na altura de fechar a segunda partida, onde venceu por 6-4.

No terceiro parcial Gastão Elias apareceu com um ligeiro ascendente, servindo muito melhor que nos parciais anteriores, mas sofreu um break madrugador. Mas desta vez o português não se deixou ficar e recuperou o break de desvantagem igualando a 2.

A partir daí Gastão soltou-se um pouco mais, servindo melhor e assegurando rapidamente os seus jogos de serviço, colocando pressão no espanhol Navarro. Mas o número três nacional não converteu nenhum dos 6 breaks points que dispôs e acabou por sofrer o break a 3-4, com o espanhol a não tremer na altura de servir para o encontro, vencendo por 6-3.

O jovem Gastão Elias sai assim de cena do ATP 250 de Viña del Mar depois de um encontro muito intenso que quase atingiu as três horas de duração. Em prova irá estar Frederico Gil, número dois nacional, que segundo o sorteio iria defrontar Paolo Lorenzi, mas o italiano não poderá estar presente devido a problemas nos horários dos aviões. O mais provável é defrontar um lucky loser.

Paes e Stepanek campeões em Melbourne

O indiano Leander Paes e o checo Radek Stepanek sagraram-se este sábado campeões do Australian Open 2012, ao derrotarem na final de pares masculinos (arbitrada pelo experiente árbitro português Carlos Ramos) a dupla norte-americana formada pelos irmãos gémos Bob e Mike Bryan.

Sem serem cabeças de série, Paes e Stepanek conseguiram surpreender na final a histórica dupla norte-americana formada pelos irmãos Bryan e ergueram o troféu ao fim de apenas dois sets, vencendo então por 7/6(1) e 6/2, depois de se juntarem em Sydney (no começo desta temporada) e porem um término aos seis anos sem disputarem um torneio junto.

Para Paes, que ainda jogará a final de pares mistos com a russa Elena Vesnina (tendo pela frente Bethanie Mattek-Sands e Horia Tecau) o troféu alcançado hoje é o completar do Grand Slam na sua carreira, enquanto que Radek Stepanek conquista o seu primeiro troféu Major, depois de ter sido finalista do US Open em 2002 na vertente de pares masculinos.

Quanto aos finalistas vencidos continuam então com onze troféus conquistados (seis dos quais em Melbourne Park), continuando a uma vitória de igualar os australianos Mark Woodforde e Todd Woodbridge, que detêm o record de doze troféus conquistados enquanto dupla.

Victoria Azarenka campeã em Melbourne

A bielorrussa Victoria Azarenka sagrou-se esta manhã campeã da 86ª edição do Australian Open 2012, ao arrasar a russa Maria Sharapova na final, e será a número um mundial na próxima segunda-feira.

Actualmente na terceira posição do ranking WTA, Victoria Azarenka entrava em court para disputar a sua primeira final de torneios do Grand Slam, enquanto que do outro lado Maria Sharapova já havia conquistado três títulos (um dos quais em Melbourne, há quatro anos) e chegado a outras duas finais (uma delas novamente em Melbourne).

Com apenas vinte e dois anos (menos dois que a sua adversária), Azarenka entrou bastante nervosa no encontro e começou por sofrer um break no seu jogo de serviço inaugural (que seria confirmado pela russa no jogo seguinte), mas rapidamente encontrou a ambição que lhe é característica e, a partir do 2/2, Maria Sharapova só conseguiu ganhar mais um jogo até ao final de todo o encontro. Victoria Azarenka venceu então o torneio ao fim de apenas uma hora e vinte e dois minutos de jogo, por incríveis parciais de 6/3 e 6/0.

Com o título, o décimo da sua carreira (segundo em 2012, depois da vitória em Sydney, e o primeiro em torneios Major, Azarenka consegue um dois em um e na próxima segunda-feira será a próxima número um mundial (posição que Sharapova também teria alcançado em caso de vitória), sucedendo então à dinamarquesa Caroline Wozniacki - que nos dois últimos anos comandou o topo do ranking e foi sempre muito criticada por ainda não ter erguido um troféu num dos quatro torneios mais importantes do circuito.

Depois de Li Na (Roland Garros 2011), Petra Kvitova (Wimbledon 2011) e Samantha Stosur (US Open 2011), a jovem tenista bielorrussa é a quarta atleta consecutiva a estrear-te em conquistas deste nível. Será que em Roland Garros o ténis mundial assistirá a mais uma surpresa ou conseguirão as já habituadas a grandes conquistas voltar aos troféus?

Emocionada, Victoria Azarenka começou por atribui algum mérito à sua adversária: "Quero dar os parabéns à Maria (Sharapova) pelo torneio que realizou. De certeza que vamos jogar mais finais e desejo-lhe a maior sorte para o resto do ano. Estou contente por finalmente poder levantar este troféu, desde que venci o torneio júnior que sonhava com este momento! Muito obrigado a todos."

Já Maria Sharapova, que fica agora com um registo de três finais ganhas (Wimbledon 2004, US Open 2006 e Australian Open 2008) e três finais perdidas (Australian Open 2007, Wimbledon 2011, Australian Open 2012), mostrou-se confiante em vencer mais torneios do Grand Slam: "Muitos parabéns à Victoria (Azarenka), aprecia este título enquanto puderes. Estar aqui depois de tantos anos é fantástico e tenho a certeza de que voltarei a pisar este palco. Obrigado aos meus pais, que sempre acreditaram em mim, e ao meu noivo."